
| BRASIL , Centro-Oeste , Mulher , de 26 a 35 anos |
Meu Humor
"Nao h� vida sem corre��o, sem retifica��o."
Paulo Freire
Bem vindos ao blog meu blog.Comente a vontade,mas deixe o seu e-mail para que eu possa retornar.Mta garra em seus estudos!!
Nome:Patricia
Cidade: DF
Formação acadêmica: Pedagoga
Estudo atualmente para: Concursos
Concursos que estudo: MPU e Judiciário!
Materias que amo: Constitucional e Penal
Lema: ESTUDAR ATE PASSAR!!
Bibliografia que eu recomendo:
1) Direito Constitucional Descomplicado-Vicente Paulo/Marcelo Alexandrino
2) Direito Administrativo-Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino
3) Direito Constitucional em Exercicios-Zelio Maia
4) Direito do Trabalho- Vicente Paulo, Marcelo Alexandrino e Glaucia Barreto
5) Direito Eleitoral - Francisco Dirceu Barros
Professores que eu recomendo:
Prof. Antonio Roger, Bertrand, Zelio Maia, Aylton, Vicente Paulo, Nilo, Moacir, Joao Marcos, Vandré, Ricardo, Belfort, Jonofon, Mário Jorge
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Série do Jornal Hoje: Concursos Públicos

O Jornal Hoje iniciou essa semana uma série só sobre concursos públicos. E eu postarei aqui a série completa pra quem nao conseguiu ver na televisão. Está sendo bem legal.
Bjs
1a Reportagem: Governo federal abrirá mais dez mil vagas até o final do ano
FONTE: http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL753661-16022,00-GOVERNO+FEDERAL+ABRIRA+MAIS+DEZ+MIL+VAGAS+ATE+O+FINAL+DO+ANO.html
Depois de quase dez anos sem contratar, o governo federal decidiu abrir milhares de vagas. Veja na primeira reportagem da série sobre concursos.
Em todo o país, tem gente se preparando para concursos públicos.
Mas nada se compara ao que acontece em Brasilia, onde, segundo o Dieese, 51% dos moradores são funcionários públicos. E até parece que os que não são querem virar: os cursos preparatórios se multiplicam pela cidade. O maior de todos tem 16 mil alunos que gastam, em média, R$ 700 por mês com as aulas.
A vida de candidato é cheia de sacrifícios. A dentista Marcia Pedrosa quer entrar para o Superior Tribunal de Justiça e tem uma rotina pesada: cursinho de manhã, trabalho no consultório à tarde e tarefas domésticas à noite, depois de pegar os filhos na escola. E olha que, antes de dormir, ela ainda volta para os livros. “Quando eu deito a cabeça no travesseiro, penso que tenho que estudar mais pra passar logo e acabar logo com isso, para poder voltar para minha família”, desabafa.
A biblioteca de um templo ecumênico virou ponto de encontro de concurseiros em Brasília, para aliviar a tensão. Antes de abrir os livros, eles fazem uma sessão de meditação. O barulho de uma cachoeira ao lado é um aliado. “O barulho constante da água ajuda a concentrar, evita que o barulho das”, acredita o concurseiro Daniel Rimoli.
Ter o governo como patrão exige mesmo mudanças na vida do candidato. É o preço que se paga para conseguir estabilidade no emprego, o principal atrativo do serviço publico.
O mundo dos concursos vive dias agitados com a abertura de inúmeras vagas, e esse boom tem uma explicação: depois de quase dez anos praticamente sem contratações, as portas do funcionalismo público foram reabertas. Este ano, até o momento foram autorizadas 21460 vagas, e outras dez mil deverão ser abertas.
Até 2010, o governo pretende substituir uma parte dos 34 mil terceirizados que trabalhavam no Executivo. Além disso, anunciou a criação de 72.449 cargos, que serão preenchidos por concursos a serem realizados de 2009 a 2012; a maior parte das vagas, 60 mil, é da área de educação.
“Destes 60 mil, aproximadamente metade deverão ser dirigidos para as universidades federais e a outra metade para a educação profissional e tecnológica”, explica o secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota. “Em suma, há uma gama de profissionais que terão grandes oportunidades”.
Um milhão e meio de brasileiros trabalham para o governo federal em todo o país, e o entra-e-sai no serviço publico passa por Marcelo Moraes, secretario de gestão do ministério do Planejamento.
“Aproveitando que há um espaço fiscal para isso, nós estamos fazendo um esforço grande no sentido de tentar recompor a força de trabalho do governo”, ele explica. “O Estado precisa de profissionais inteligentes, versáteis e polivalentes, profissionais que sejam capazes de enfrentar os problemas com que se deparam”.
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Paty
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15h07
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2a Reportagem: Aprovação em concurso ainda não é garantia de emprego
Por que nem todos que passam num concurso público conseguem o emprego tão disputado? Veja na segunda reportagem da nossa série
FONTE: http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL755117-16022,00-APROVACAO+EM+CONCURSO+AINDA+NAO+E+GARANTIA+DE+EMPREGO.html
Ricardo de Paula largou o emprego de advogado e o salário de R$ 5 mil com o objetivo de virar juiz. Ele estuda quase dez horas por dia. “Coloquei uma meta de passar no concurso público, e vou me dedicar até passar”, diz, decidido. Quase não sobra tempo para curtir outras paixões, como o futebol e a namorada; ele só não abandona a fé em Santo Ivo, padroeiro dos advogados: “Rezo para ele todos os dias”.
Todo esse sacrifício é recompensado quando o resultado é a aprovação no concurso público. Mas nem sempre estar com o nome na lista dos aprovados é garantia de que o candidato será chamado para o cargo. Depois da luta para vencer a concorrência, ele pode ter que continuar brigando pela vaga na Justiça.
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Governo federal abrirá mais dez mil vagas até o final do ano
Em dezembro do ano passado, o Superior Tribunal de Justiça decidiu: candidato aprovado dentro do número de vagas previstas no edital tem direito líquido e certo à nomeação.
Valéria Lúcia de Carbalho Santos foi uma das advogadas do caso que mudou o entendimento dos juízes sobre o tema. “Com certeza isso deve formar uma jurisprudência dominante. Em todos os casos idênticos, os juízes devem tomar a mesma decisão”, acredita.
Nem todos os concursos são para o preenchimento imediato de vagas; alguns formam o chamado cadastro reserva, e aí os aprovados podem ou não ser chamados. Simone Martins vai tentar dois concursos desse tipo: “Vale a pena, porque você pode ser chamado”, avalia.
Cargos comissionados
Outro problema que tira o sono dos concurseiros são os apadrinhados políticos que ocupam cargos comissionados sem passar por qualquer processo seletivo. A Associação Nacional de Apoio ao Concurso diz que eles existem no governo federal e, principalmente, nos estados e municípios. “Existem estados e prefeituras que são mais sérios, mas eu diria que o percentual é quase insignificante. A preocupação política de ajudar possíveis cabos eleitorais é muito grande”, afirma Hernani Pimentel, representante da associação.
Os três poderes já começam a tomar iniciativas para reduzir esse problema. O Executivo enviou para o Congresso um projeto que regulamenta a função comissionadas; pelo texto, cargos de direção em órgãos do poder Executivo só poderão ser ocupados por funcionários de carreira. O Supremo Tribunal Federal restringiu a contratação de Parentes, o conhecido nepotismo, e o Legislativo fez uma faxina nos cargos de natureza especial, normalmente ocupados por apadrinhados políticos; com isso, 1200 vagas foram cortadas na Câmara dos Deputados.
“Nós temos que convocar a sociedade para fiscalizar permanentemente essas distorções no serviço público. Temos que destinar a maioria dos cargos comissionados àqueles funcionários que prestaram o concurso público e foram aprovados”, defende Mozart Valadares Pires, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros.
Para o governo, é importante manter uma cota de vagas que podem ser preenchidas sem concurso. “É legítimo e natural, isso existe em todo o mundo”, argumenta Marcelo Moraes, secretário de gestão do ministério do Planejamento. “A questão é sempre para onde vão esses funcionários sem concurso, o que eles vão fazer e que proporção vão ocupar do conjunto de servidores da máquina pública”.
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Paty
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15h05
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3a Reportagem: Disciplina é essencial para se dar bem nos concursos públicos
Na terceira reportagem sobre concursos públicos, o Jornal Hoje dá dicas preciosas para você ir bem nas provas.
FONTE: http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL756497-16022,00-DISCIPLINA+E+ESSENCIAL+PARA+SE+DAR+BEM+NOS+CONCURSOS+PUBLICOS.html
Cada um tem sua receita para passar em concursos, mas todas têm um componente de disciplina.
Ricardo Fernandes é um exemplo bem-sucedido no mundo dos concursos: aos 30 anos, já passou em cinco – o último da Procuradoria do Distrito Federal, onde ele trabalha hoje. Parece que foi fácil? Pois não foi. “Eu não ia a uma festa, um encontro de família, nada, só tinha que estudar! Eu deitava a cabeça no travesseiro à noite e pensava: ‘consegui terminar mais um dia de estudos. Vamos pra o próximo’”, lembra.
Disciplina é palavra-chave para quem decide disputar uma vaga no serviço publico. Professores e candidatos reconhecem: sem dedicação, as chances de ser aprovado em um concurso são praticamente nulas.
Cleiton dos Santos, de Cuiabá, não sabe mais o que é ir a um cinema ou barzinho. Até seus fins-de-semana são dedicados ao estudo. “Quem é concurseiro não pode ser muito farrista, porque isso acaba com o estudo. Depois de virar servidor público, você terá mais tempo disponível”, acredita.
Antes de tudo, o concurseiro deve estabelecer um método próprio de estudo e descobrir de que forma ele aprende com mais facilidade: “A pessoa deve ir testando para ver se aprende mais escrevendo, ouvindo, lendo”, explica o professor Franklin Andrejanini, que prepara candidatos em um cursinho.
Sabrina Vanzella, por exemplo, descobriu que aprende vendo. Por isso, as paredes da casa dela, em Porto Alegre, vivem cheias de anotações. “A minha memória é muito visual, eu preciso olhar a informação. Às vezes, na prova, eu lembro até da cor em que aquilo está destacado na minha apostila”, diz.
Franklin Andrejanini dá ainda outra as dicas. Confira:
- Se for possível, busque ajuda de um profissional ou de um cursinho para se preparar. Verifique a estrutura do local e a formação acadêmica dos professores.
- Entenda exatamente o que o edital do concurso pede. Neste item, um papo com um profissional da área pode fazer a diferença e ajudar o candidato a estudar com foco.
- Faça muitos exercícios e refaça provas antigas; é a melhor maneira de descobrir como a banca organizadora costuma abordar os temas pedidos.
Marcos Vinicius Soares, coordenador acadêmico do Cespe – uma das bancas mais requisitadas para elaborar as provas de seleção do governo federal – ainda aconselha: na hora da prova, leia tudo com o máximo de atenção. “É muito comum que parte do que está sendo perguntado esteja contido na própria prova”, afirma.
O professor Franklin Andrejanini ensina um truque que pode ajudar nesse aspecto: marque as palavras ou expressões que dificultam o entendimento da questão: “Existem palavras com que você tem que tomar muito cuidado, como ‘mas’, ‘tudo’, ‘excepcionalmente’. Sublinhe cada uma dessas palavras fortes e os termos que você não conhecem, e no final faça uma equação para resolver aquela questão”.
Ricardo Fernandes, o concurseiro bem-sucedido do início da reportagem, garante: o sacrifício vale a pena. “Quando você passa, é uma sensação de alívio e dever cumprido”, diz.
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Paty
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15h04
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4a Reportagem:
Concurseiros motivados só por salário e estabilidade viram maus servidores
Entrar para o serviço público exige muito esforço, mas só isso não basta. O candidato precisa ter vocação. Veja na última reportagem da série sobre concursos públicos.
Fonte: http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL757929-16022,00-CONCURSEIROS+MOTIVADOS+SO+POR+SALARIO+E+ESTABILIDADE+VIRAM+MAUS+SERVIDORES.html
15:04
Diogo Magalhães se formou em agronomia, trabalhou na área, mas foi demitido. Assustado com os altos e baixos da iniciativa privada, agora estuda para ser agente de trânsito da Polícia Rodoviária Federal. É uma virada na vida. “Antes de pensar na minha vocação, quero ter estabilidade na vida. Quero ser funcionário público, ter uma garantia pra mim”, ele justifica.
As frustrações fazem parte do dia-a-dia de qualquer empregado, seja no serviço público ou em empresa privada. No caso dos concurseiros, o que preocupa psicólogos é a procura apenas pelos benefícios do cargo; o prazer e o orgulho de ser um profissional ficam em segundo plano, e isso com o tempo pode ser motivo de crises.
Todos os dias, a psicóloga Silvia de Almeida atende servidores públicos com depressão e síndrome do pânico. “Eles falam de uma falta de energia e de falta de motivação pra desempenhar a função que lhes é designada”, explica.
Priscila Barbosa hoje gosta do que faz no serviço público, mas o começo da carreira foi difícil. “O trabalho se tornava um martírio. A gente chegava lá e passava o dia esperando as oito horas passarem. Ou não tinha nada para fazer, ou o que tinha pra fazer não era interessante”, lembra.
Do ponto de vista administrativo, a falta de vocação também atrapalha. Servidor insatisfeito não rende e quer mudar toda hora de setor. O governo federal já percebeu esse problema: “O serviço público não pode ser percebido apenas como uma boa oportunidade de emprego estável, com salário bom. Tem que haver também uma vocação para o serviço público, de servir ao público”, afirma Marcelo Moraes, secretário de Gestão do ministério do Planejamento.
Reunimos uma concursada e uma concurseira para debaterem o tema. Maria Cristiana de Carvalho é funcionária do Superior Tribunal de Justiça, se diz realizada e garante que conhece muita gente assim. “Eu calculo que tenha uns 30% dos candidatos pensando em prestar concurso só por causa da estabilidade e do dinheiro, mas o resto tem vocação mesmo”, acredita.
Catiane Gonçalves quer entrar para o STJ, e para isso estuda dez horas por dia. Ela diz que vai procurar a felicidade pessoal e profissional no serviço público. “Espero acordar e dizer: ‘Nossa, que bom! Vou trabalhar hoje, feliz e realizada’. É isso que eu busco, e vou buscar isso no serviço público”, explica.
Na despedida, Catiane ganhou votos de sucesso e de, quem sabe, um reencontro no tribunal.
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15h03
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BOMBA NO JUDICIÁRIO

Se não bastasse os casos de Nepotismo para tirar as nossas vagas no concurso público, vem o Gilmar Mendes, Presidente do STF, soltar mais essa bomba. Leiam na reportagem abaixo.
O que mais me choca é ele dizer que a Justiça precisa é de mais criatividade e não de mais funcionários. Faça-me o favor!!!
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CNJ determina austeridade e corta R$ 100 milhões de gastos com novos cargos no Judiciário Fonte: http://www.cnj.jus.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4767&Itemid=1 |
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| Segunda, 01 de Setembro de 2008 | |
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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) definiu na última semana novos critérios que limitam a criação de cargos no Judiciário. A política de austeridade atende a uma determinação do presidente do Conselho, ministro Gilmar Mendes, de acabar com a lógica de que a Justiça precisa de mais magistrados, mais servidores e de prédios novos para dar conta do volume de processos. Já com base nos novos critérios, o CNJ determinou a diminuição no número de cargos pleiteados por quatro diferentes Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), o que resultará numa economia anual de R$ 100 milhões aos cofres públicos. A redução mais acentuada ocorreu no TRT da 3ª Região (Minas Gerais), com um corte de 73% nas vagas pretendidas. O tribunal pediu 753, mas o Conselho aprovou 200 cargos. Do mesmo modo o TRT de Campinas (15ª Região) pediu 758 cargos, porém foram aprovados 230 cargos. Por sua vez, o TRT de São Paulo (2ª Região) ficou com 880 cargos, dos 1.111 pretendidos, enquanto o de Alagoas (19ª Região), que requisitou 54 cargos, obteve 28. Pelos novos parâmetros, a ampliação do quadro de servidores deve levar em conta a eficiência do tribunal, o quadro orçamentário e a garantia do acesso da população. Antes de pedir mais servidores, os tribunais terão que tornar mais eficientes e avaliar suas rotinas e procedimentos internos. Além disso, terão que descentralizar o atendimento ao cidadão, hoje concentrado em suas sedes, garantindo o acesso também nas cidades do interior. Os tribunais devem ficar atentos para os recentes cortes no orçamento público e o respeito aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Ao formularem seus projetos de ampliação de quadros, o CNJ orienta os tribunais a cortarem seus próprios gastos e corrigirem distorções nas aplicações do orçamento, especialmente quando investem em obras e reformas e deixam de lado os mecanismo para agilizar o andamento dos processos. Além dessas diretrizes, a análise dos pedidos no CNJ também vai considerar a realidade de cada tribunal, comparado com o desempenho médio dos demais. Ao solicitar mais cargos, o tribunal deve apresentar uma análise dos processos por servidor e por juiz. Com base nas estatísticas do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o CNJ já sabe, por exemplo, que nos tribunais essa média é de nove processos novos por funcionário e de 117 novos processos por mês para cada juiz, guardadas as particularidades de cada ramo do judiciário. Legislação -A Lei nº 11.514/2007, de 13 de agosto de 2007, dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2008 e, em seu art. 87, inciso IV afirma que os projetos de lei e medidas provisórias relacionados a aumento de gastos com pessoal e encargos sociais, inclusive transformação de cargos deverão ser acompanhados de parecer de caráter opinativo sobre o mérito de projetos de lei de iniciativa do Poder Judiciário, emitido pelo CNJ. Em entrevista, ministro Gilmar Mendes diz que criação de cargos não resolve problemas da Justiça - Em entrevista divulgada nesta segunda-feira (01/09) pelo jornal Valor Econômico o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) combateu a idéia de que os problemas da Justiça podem ser resolvidos por meio da ampliação do quadro de seus servidores. O ministro esclareceu que se tivesse sido informado de que o Senado votaria o projeto de lei criando 1.513 novas vagas para o Judiciário, teria se oposto e o texto provavelmente não seria aprovado. A reportagem do jornalista Juliano Basile informa que o ministro Gilmar Mendes esteve no Senado quinta-feira de manhã e o projeto foi aprovado na madrugada seguinte. "Isso deixou a impressão de que ele teria discutido o assunto com o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). Mas em nenhum momento eles conversaram sobre os mais de mil cargos novos na Justiça. A pauta do encontro foi a relação entre os dois Poderes - o STF está cada vez mais atuando na revisão de leis aprovadas pelo Congresso - e o reajuste do teto salarial do funcionalismo, que segue o valor dos vencimentos do presidente do presidente do STF.", relata a matéria. O texto do jornal destaca ainda que o presidente do CNJ é é contrário à criação de novas vagas nos tribunais: "Ele entende que a Justiça deve buscar soluções para administrar o excesso de processos. "É preciso parar com essa visão de que, quanto mais processos surgirem, mais juízes são necessários para julgá-los." A solução está em outras medidas que estão sendo aplicadas pelos tribunais superiores, como a súmula vinculante no STF e a súmula impeditiva de recursos no Superior Tribunal de Justiça. Ambas impedem o julgamento de causas repetitivas. E também há inovações na 1ª instância do Judiciário, como as jornadas de conciliação - dias em que juízes chamam as partes para chegarem a acordos. "O meu sonho é que tivéssemos algo como os Procons", disse. A reportagem informa que, desde que assumiu a Presidência do Conselho Nacional de Justiça, em abril passado, Mendes procurou reverter essa lógica de que a Justiça precisa de mais juízes e de novos prédios para dar conta do excesso de processos. "Precisamos é de mais racionalidade", argumentou. Sob o seu comando, o CNJ definiu critérios rigorosos para analisar pedidos de novas contratações em tribunais. "A estrutura dos tribunais têm que se adaptar a essa nova realidade", diz Mendes. MG/PV Agência CNJ de Notícias
Veja o texto da reportagem na íntegra:
Criar cargos não resolve problemas da Justiça, diz o presidente do STF Valor Econômico/SP 01 de setembro de 2008 Se tivesse sido informado de que o Senado votaria o projeto de lei criando 1.513 novas vagas para o Judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, teria se oposto e o texto provavelmente não seria aprovado. Mendes esteve no Senado quinta-feira de manhã e o projeto foi aprovado na madrugada seguinte. Isso deixou a impressão de que ele teria discutido o assunto com o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). Mas em nenhum momento eles conversaram sobre os mais de mil cargos novos na Justiça. A pauta do encontro foi a relação entre os dois Poderes - o STF está cada vez mais atuando na revisão de leis aprovadas pelo Congresso - e o reajuste do teto salarial do funcionalismo, que segue o valor dos vencimentos do presidente do presidente do STF. Mendes é contrário à criação de novas vagas nos tribunais. Ele entende que a Justiça deve buscar soluções para administrar o excesso de processos. "É preciso parar com essa visão de que, quanto mais processos surgirem, mais juízes são necessários para julgá-los." A solução está em outras medidas que estão sendo aplicadas pelos tribunais superiores, como a súmula vinculante no STF e a súmula impeditiva de recursos no Superior Tribunal de Justiça. Ambas impedem o julgamento de causas repetitivas. E também há inovações na 1ª instância do Judiciário, como as jornadas de conciliação - dias em que juízes chamam as partes para chegarem a acordos. "O meu sonho é que tivéssemos algo como os Procons", disse. Desde que assumiu a Presidência do Conselho Nacional de Justiça, em abril passado, Mendes procurou reverter essa lógica de que a Justiça precisa de mais juízes e de novos prédios para dar conta do excesso de processos. "Precisamos é de mais racionalidade", argumentou. Sob o seu comando, o CNJ definiu critérios rigorosos para analisar pedidos de novas contratações em tribunais. O primeiro critério é que o tribunal deve se focar na busca de melhor eficiência, antes de pedir ampliação no quadro de pessoal. "Temos que desafiar a criatividade dos tribunais", afirma Mendes. O segundo critério é o acesso da população ao Judiciário. O CNJ pede que os tribunais sejam cada vez mais descentralizados de suas sedes e busquem o interior, onde o atendimento é mais imediato. O terceiro é o quadro orçamentário, onde os tribunais devem buscar cortes rigorosos para evitar situações em que os gabinetes são decorados com estátuas gregas ao passo que centenas de pessoas esperam pelas decisões judiciais. Para o CNJ, o dinheiro deve ser deslocado para atender a missão de julgar. O CNJ também pede a análise de processos por servidor e por juiz. Na primeira, a média, segundo estatística do Tribunal Superior do Trabalho (TST) é de nove processos por funcionário e, na segunda, de 117 novos processos por mês para cada juiz. O problema é mais grave na Justiça do Trabalho, onde a aplicação de súmulas é mais difícil porque os processos costumam envolver dezenas de pedidos e, portanto, são muito particulares. Assim, fica difícil decidi-los de forma conjunta. Com base nesses critérios, o CNJ reduziu vários pedidos de aumento de cargos em Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs). O TRT de São Paulo pediu 1.111 novos cargos e levou 880. O TRT de Minas Gerais pediu 753 e ficou com 200 cargos. O TRT de Campinas ficou com apenas 230 dos 758 cargos pedidos e o de Alagoas com 28 dos 54 requisitados. "A estrutura dos tribunais têm que se adaptar a essa nova realidade", diz Mendes. O projeto de lei foi encaminhado ao presidente Lula para sanção. Apenas no caso do STJ foram criados 220 novos cargos - um custo de R$ 13 milhões anuais. Brasil / A4
Juliano Basile |
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